3º Ciclo

A PERIFERIA NO CENTRO DO DEBATE MUSEAL

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Museu, comunidade, democracia Com Susy Santos Dia: 7/6/23, das 19h às 20:30 Numa realidade recém-saída de um governo abertamente reacionário e conservador, quais seriam os caminhos para garantir a democracia cultural, para além das políticas de acesso da população mais pobre e marginalizada aos bens culturais institucionalizados? Se as produções periféricas, tal como abrigada pelos museus comunitários e outros espaços de conservação de memória de comunidades, permanecem marginalizadas, a que se deve essa realidade e de que forma responder a isso? De que forma um programa educativo pode participar de processos de transformação social em comunidades periféricas? Quais desafios os museus ainda enfrentam para se aproximar das periferias e dos espaços rurais? No terceiro webinário, Suzy Santos traz a periferia ao centro do debate museal. De início, compartilha abordagens sobre a origem do termo “periferia”, em relação ao termo “favela”, e enfatiza a conexão entre os quilombos, as favelas e os territórios periféricos, a interseção entre classe e raça e a importância de reconhecer o fator racial como determinante no debate sobre a periferia e a presença de corpos periféricos em determinados espaços. Atualmente, os sujeitos periféricos representam 76,1% da população urbana do país. São 17 milhões de pessoas vivendo em favelas e mais de 13 mil favelas no Brasil. Como a população periférica é muito grande, é natural que tenhamos também vultuosa quantidade de artistas e produtores culturais periféricos. Conforme as periferias vão crescendo, intensificando sua produção de arte e cultura, se apropriando das mídias digitais, visibilizando suas ações, os museus e espaços culturais passam a valorizar essas iniciativas, e a ideia de descentralizar os espaços culturais ganha destaque. Susy Santos é Educadora, Historiadora e Museóloga. Graduada e Licenciada em História (FFLCH/USP), Mestra em Museologia (PPGMus/USP) e Pós-graduada em Políticas Culturais de Base Comunitária (FLACSO). Sua pesquisa de mestrado, intitulada Ecomuseus e Museus Comunitários no Brasil: Estudo Exploratório de Novas Possibilidades Museológicas?, analisou os processos de criação e gestão dos ecomuseus e museus comunitários brasileiros, buscando compreender os conceitos museológicos ligados a essas tipologias de museus e a relação entre práticas e teorias. Atua como educadora em projetos culturais desde 2012, escola, museus e instituições culturais desde 2018, e na gestão de memórias, patrimônios e projetos educativos de base comunitária em museus e instituições culturais como coordenadora e consultora, desde 2012. Coordena o Projeto Cultural Pimenteiros e Pimenteiras do Vermelhão e o Museu Comunitário do Jardim Vermelhão, é membro da Associação de Amigos do Patrimônio e Arquivo Histórico (AAPAH), do grupo Capoeira ECE Brasil e da Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários (ABREMC). Atualmente é assessora técnica na Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (SEC-SP).