3º Ciclo

COMO TORNAR OS MUSEUS ANTIRRACISTAS

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Patrimônio e representatividade Com Igor Simões Dia 14/6/23, das 19h às 20:30 Como tornar os museus antirracistas? O que significa pensar uma curadoria a partir da perspectiva racial? O que essas mudanças no campo da arte podem incidir no campo mais amplo da vida social? De que forma uma curadoria pensada a partir da perspectiva racial pode reformular as práticas tradicionais da arte brasileira? De que forma o movimento de repensar a história da arte, as exposições e os acervos através de uma perspectiva racial tem transformado as instituições museais? Quais os desafios para implementação de uma prática atrelada à diversidade, que ultrapasse o aspecto discursivo? Quais as diferenças entre transformações estruturais e mudanças de fachada, tokenistas? Diante da pergunta que dá título ao quarto webinário — como tornar os museus antirracistas? —, Igor Simões inicia suas reflexões dizendo que o debate sobre racismo nas artes é mais que urgente, ele está atrasado. O professor afirma que o racismo é da ordem da criação do museu, uma obra moderna, e que o modernismo se assenta no colonialismo europeu. Foi este que inventou a ideia de “negro” e de “África”, naquela operação indispensável que o constitui: a invenção do “outro” para validar seu lugar de domínio. Desde que os museus existem, uma imagem do continente europeu dialoga com a ideia de arte e cultura, enquanto uma imagem de origem africana é considerada fetichismo. No entanto, Igor defende que profissionais negros precisam ocupar espaço dentro dos modelos institucionais para ganhar posições de poder, e não só para boicotar essas instituições naquilo que elas ainda são. Noutros termos, eles também podem criar condições para que as instituições operem com conceitos mais próximos à população negra. Igor Simões é doutor em Artes Visuais-História, Teoria e crítica da Arte-PPGAV-UFRGS. Professor Adjunto de História, Teoria e Crítica da arte e Metodologia e Prática do ensino da arte (UERGS). Foi Curador adjunto da Bienal 12 ( Bienal do Mercosul- Curador educativo)). Membro do comitê de curadoria da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas-ANPAP, Membro do Núcleo Educativo UERGS-MARGS. Membro do comitê de acervo do Museu de Arte do RS-MARGS. Trabalha com as articulações entre exposição, montagem fílmica, histórias da arte e racialização na arte brasileira e visibilidade de sujeitos negros nas artes visuais. Autor da Tese Montagem Fílmica e exposição: Vozes Negras no Cubo Branco da Arte Brasileira. Membro do Flume-Grupo de Pesquisa em Educação e Artes Visuais. Tem mantido atividades na área de formação e debate sobre arte brasileira e racialização em instituições como MASP- Museu de Arte de São Paulo, Instituto Itaú Cultural, Instituto Moreira Salles, MAC/ USP-Museu de Arte contemporânea da Universidade de São Paulo, universidades do Brasil e exterior. Membro do comitê curatorial do Museu de Arte Contemporânea da USP. Foi curador adjunto da 12º edição da Bienal do Mercosul Curador da exposição “Presença Negra no Museu de Arte do Rio Grande do Sul”. Integrou o conselho curatorial das exposições : “Social Fabric ( Houston, Dallas); “Enpowerment”( Volfsburg- Alemanha). Membro do conselho do AWARE – Archives of Women Artists, Research and Exhibitions ( France- EUA), Tempos Fraturados ( MAC-USP). Atualmente é curador geral de “Dos Brasis: Arte e pensamento negro”, com abertura prevista para 2023, no Sesc belenzinho ( SP) e curador convidado de Inhotim para a temporada 2023, curando a exposição Mestre Didi: Os iniciados no Mistério não Morrem e mostras individuais e coletivas. Atualmente é pós doutorando em História da Arte, pelo MAC-USP e fellowship at Clark Institut e curador convidado em Inhotim.