3º Ciclo

MEDIAÇÃO COMO PRÁTICA DOCUMENTÁRIA

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Mediação cultural Com Diogo de Moraes Dia 28/6, das 19h às 20:30 O que significa pensar e fazer a mediação como documentação e pesquisa? Como nos contamos? Como compartilhar experiências de educação em museus? Como os relatos podem abarcar dados não verbais, corporais, gestuais? Como pensar o arquivamento do trabalho da mediação nos acervos dos museus e a ativação desse arquivo? Diogo de Moraes, no último webinário do ciclo formativo, traz um debate sobre mediação documentária a partir de uma ideia de mediação extrainstitucional, isto é, de que mediar não significa, necessariamente, responder às demandas das instituições. O pesquisador propõe entender o campo da mediação como um campo múltiplo e plural, formado por entroncamentos dos interesses dos públicos e de diferentes áreas do conhecimento. Fazer mediação como prática documentária, para Diogo, é partir do entendimento de que a mediação é uma atividade ancorada na relação com os públicos, na qual o mediador é seu cúmplice. Quando mediamos o contato do público com a produção artística, testemunhamos a emergência de comportamentos, falas, formulações, rechaços, antagonismos que, muitas vezes, não convergem com a oferta em questão. A complexidade que surge desse encontro traz questões importantes que nos permitem pensar as relações estabelecidas entre muitos agentes envolvidos, humanos e não humanos, que se produzem no momento da mediação, com ênfase na recepção do público ao que lhe é oferecido no museu. Diogo argumenta que a mediação documentária busca traduzir os acontecimentos, dar vazão a eles, produzindo registros que, em vez de caírem no mero relato burocrático, tragam uma dimensão inventiva ao que acontece nesse encontro. Assim, a mediação dialoga com a arte, não no sentido de facilitar o acesso a ela, mas de produzir conversações culturais complexas. Diogo de Moraes Silva é pesquisador, mediador cultural, artista visual, editor e, atualmente, assistente técnico cultural no Sesc São Paulo, na área de Estudos e Desenvolvimento. Como mediador, colabora com o grupo Mediação Extrainstitucional. Coordenou o Núcleo Educativo do Paço das Artes, além de ter integrado a comissão do 5º Edital de Mediação em Arte e Cidadania Cultural, do Centro Cultural São Paulo. Como artista, expôs no CCSP, Funarte, Galeria Vermelho, Ateliê397, Paço das Artes, Red Bull Station, Mariantonia, entre outros. Tem trabalhos publicados, como pesquisador, nas revistas Concinnitas, Urbânia, Ars, Poiésis, Porto Arte, Proa, Pós e Políticas Culturais em Revista. Foi editor residente, em parceria com Cayo Honorato, da revista Periódico Permanente #6, com foco em mediação cultural. Coeditou o e-book Panorama Reflexivo – 11 anos de Encontro Paulista de Museus. Organizou, em colaboração com Pablo Ortellado, o dossiê “Guerras culturais: políticas em confronto”, para o periódico Políticas Culturais em Revista. Defendeu, em 2017, pesquisa de mestrado na ECA-USP, sob o título Públicos em emergência: modos de usar ofertas institucionais e práticas artísticas, acompanhada do Diário do busão: visitas escolares a instituições artísticas. É doutorando no PGEHA-USP, com a pesquisa (Contra)públicos das artes visuais em tempos de guerras culturais: leituras da recepção detratora via práticas documentárias. Desde 2022, é membro do conselho consultivo da Casa do Povo.