3º Ciclo

O QUE FALTA PARA OS MUSEUS SEREM ACESSÍVEIS?

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Acessibilidade e patrimônio cultural Com Camila Alves Dia 21/6/23, das 19:30 às 21h O que falta para os museus serem acessíveis? Por meio de quais caminhos o capacitismo estrutural em equipamentos culturais pode ser transposto? De que forma as deficiências dialogam com as dimensões de classe, raça e gênero nas relações com os públicos frequentadores de museus? O que é acessibilidade estética? Quais os desafios e possíveis diálogos da acessibilidade estética com a mediação em espaços museais que não são acessíveis? Qual papel das pessoas sem deficiência na construção do pesquisarCOM utilizado por você na mediação? O que nós, trabalhadores museais, podemos aprender com a teoria Crip? No penúltimo webinário do ciclo, Camila Alves reflete: “O que falta para os museus serem acessíveis?”. Ela inicia sua argumentação ressaltando que a questão do acesso não é simples, visto que as necessidades são amplas e múltiplas. É preciso sempre lembrar que os ambientes culturais foram construídos a partir de alguns pressupostos sobre os corpos que irão frequentá-los. Há um grupo de pessoas que nossa sociedade privilegia para ser incluído e outro que ela escolhe deixar de fora. Isso também acontece nos museus. Assim, Camila argumenta que a acessibilidade precisa ser pensada como uma força interseccional, que inclui classe, gênero, geração, raça, entre outros determinantes. O acesso não se refere apenas a um espaço físico, mas também aos sistemas econômicos e sociais que estruturam a sociedade. As pessoas com deficiência estão entre as mais marginalizadas, constituindo 20% das pessoas mais pobres do planeta. A taxa de desemprego de pessoas com deficiência é muito elevada, e isso precisa ser levado em conta, pois, quando se fala em acessibilidade em museus, pensamos nas pessoas com deficiência enquanto público, não como funcionárias, não como pessoas que podem ser trabalhadoras desses espaços, contratadas para as equipes dos projetos ou mesmo ter sua produção artística exposta nos museus. Camila Alves é psicóloga clínica, especializada em Terapia Corporal Reichiana. É doutora em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). No mestrado defendeu a dissertação intitulada: E se experimentássemos mais? Um manual não técnico de acessibilidade em espaços culturais? Atua na área da cultura há dez anos e atualmente está fazendo formações e consultorias. É também docente do curso de Psicologia das Faculdades Integradas Maria Thereza (FAMATH), localizada na cidade de Niterói. Seus interesses atuais de pesquisa estão no campo dos estudos sobre deficiência, na interface entre arte, cultura, gênero e os animais.